De livre e espontânea vontade

As autoridades chinesas do Tibete garantem que uma centena de pessoas se entregou à polícia, reconhecendo ter participado nos motins de sexta-feira passada em Lhasa, capital do território. (…) Este é o primeiro número divulgado pelas autoridades locais desde a meia-noite de ontem, fim do prazo dado (…) para que os participantes nas manifestações se entregassem. As autoridades prometiam clemência, avisando que quem ignorasse a ordem seria severamente punido pelos seus actos. (publico.pt)
Os métodos continuam os mesmos. E os silêncios que os acompanham também. Admitindo que aquelas vozes das sombras, capazes de utilizarem nas suas proficientes análises expressões como «a promoção do feudalismo tibetano continua a desenrolar-se», «esse bandalho do Dalai-Lama» e «as tais ‘revoluções coloridas’ da Europa do Leste», já não contarão assim muito.
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Há uma certa “esquerda” que continua muito baralhada e com princípios sui generis. O regime tibetano organizado em torno dos mosteiros, há que reconher, não era um exemplo de virtudes . E então? Só por isso se torna legítimo que os chineses entrem por ali dentro e desatem a matar gente?
Claro. E pelos ecos que chegam não é só essa gente dos mosteiros. A verdade é que certas correntes tendem a relativizar o conceito de «direito à autodeterminação» que defendem apenas quando lhes convém.
É o problema do clamor da justiça, ontem, hoje e amanhã.
Sejamos realistas: se fosse algum país dito “ocidental” a repreender uma manifestação, cairia o carmo e a trindade (ou lá como é a expressão). Imaginem os EUA a ‘abafarem’ uma manifestação qualquer com este tom de repressão, seria a ONU e todas as outras ONG’s a intervirem.
No entanto é a China… e… e… e… e é a China.
Por falar nisto, eis que me chegou este link: https://secure.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/ e não se perde nada em assinar.
Rui, ainda bem que tu escreves.